E quando tudo começou...

terça-feira, 25 de novembro de 2008

MONÓLOGO DO AMOR


MONÓLOGO DO AMOR

Sou capaz de imaginar e sentir o que é o amor.
Em letras maiúsculas e minúsculas.
Gosto de pô-lo em letras maiúsculas.
Parece-me mais evidente.
As vezes tem um gosto amargo, mas antes começa sempre doce e almiscarado.
Provoca ardor, odor, embora para muitos pareça insípido e inodoro.
Sinto que para mim chega a ser um doce veneno.
Quase nunca mortal, pois vivo amor, sou amor e sempre tento transmitir na minha simples linguagem verbal ou física o que é o amor.
Porém, nem sempre o sinto perto, por tê-lo dentro de mim.
Quando dou um pouco do meu amor, tento não deixá-lo a sua vista para que não roubem de ti o que te dei com tanto zê-lo.
Acabo por transformar o silêncio em segurança.
Aproveitam melhor os que entendem isso, nunca tomando por ofensa ou desvê-lo.
Que fazer? É a minha forma de amar...
Desejo sempre intensificar, mas sem suforcar e nem deixar que me sufoquem.
Pois o amor nada se pede e tudo que posso sou capaz de dar.
Ouço o clamor dos sinos, os olhares inusitados, o beijo envolvente e até o ciuminho provocado.
Tudo em poucas doses aquecem este sentimento que jamais será Uno.
Doce veneno, sabor amoral compartilhado.
O amor é realmente um caso a parte a ser estudado.
A mim, basta ser sentido, ouvido, aspirado, declarado.
Segue o rastro da paixão e quando não encontra o desvê-lo e a desonra; o rancor e o ódio; o desprezo e a raíva, continua sua doce caminhada para a eternidade.
Mesmo quase envenenada por este doce veneno, sigo sempre em busca de um amor maior que consuma todo meu ser, envolva-me nos "Umbrais dos Pecados" e que seja doce na loucura, infindo no prazer, exigente no querer, sensível no compreender, delicioso no amanhecer.
Para não morrer... Por Amor e sim...
De Amor


Doce Veneno & Doce Vício

MALU FREITAS
Foto: Pessoal/Google

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