E quando tudo começou...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Autopoesia


ENAMORANDO A POETISA


Enamorar uma poetiza não é difícil

Mas carregá-la no Ego é pior

Estar sob seus caprichos de poeta

É algo quase narcisista

Beber de suas vontades

Um esforço desregrado

Quando deseja criar, seus sonhos e desejos.

Dominam-me... É quase uma personagem

Se as duas não fossem tão reais

Mostra que uma autora

Nunca conseguiria dizer a ninguém

Nem mesmo num confissionário

Tampouco no divã

Oh! Enamorada minha...

Oh! Deusa dos loucos e insanos...

Louca... Desvairadamente apaixonada pela vida e pelos mortais insensíveis.

Na incerteza de convertê-los...

De verdadeiros “bon vivants” a amantes apaixonados.

Cheia de defeitos e virtudes

Guarda na sua memória cada momento, cada poesia, cada poeta...

Cada gesto... Cada intenção... Cada ajuda... Cada beijo... Cada... Cada.


Transparente como uma fonte cristalina,

Sinceridade nua e crua, como um afiado punhal.

Esta és a sua poeta amiga ou amiga poeta...

A insana... Insone que descobriu na arte de escrever

Sua fuga para o verdadeiro Eu

Cheio de paixões turbulentas, trabalhos árduos, amizades fiéis e infiéis.

Turbilhão de pensamentos postos em letras, canções, versos e prosas...

Numa navegação em que muitas de suas vezes ficam à deriva esperando...

Onde ancorar.


*Malu Freitas por Malu Freitas

Autopoesia.

*Descrevo-me ou quem sabe descrevo-a! Uma análise

fotos:PESSOAL

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