E quando tudo começou...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Ciranda do Amor


CIRANDA DO AMOR

Quando um Amor Acaba

Achamos que não parecia amor
Parecia tesão
Que os olhos não brilhavam tanto assim
Sem querer acabo por comparar
Acho que todos são assim

Quando amor acaba
Ficamos em preto e branco
Meio que sem graça
Os papos não fluem
E acabamos por deixar passar algo falso
Sempre sem nexo
Perguntam-se coisas bobas
E de repente todo aquele papo
Era de amigo ou apenas conhecidos?

Quando amor acaba
Vemos o que realmente significava
Toda aquela neura que se instalava
Era apenas o amor querendo falar
E a gente sem querer deixar que ele fale
Acabamos de suforcá-lo dentro da garganta
Sem capacidade de dizer:
Eu sei que vou te amar...


Mais o mesmo tempo que aquece

Esfria e te traz uma doce lembrança do que foi
Mais que nunca mais será
Passamos a borracha no amor desenhado a lápis
Então, quando finalmente

O amor acaba

Traçamos ainda sem contornar

Um novo amor que queremos
Em letras garrafais
E como numa tatuagem
Escrevemos outra história de amor

Que talvez se acabe ou acabe numa

Ciranda de Amor


Malu Freitas
FOTO GOOGLE

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